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Prazeres do Paladar


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Publicado por RoxWolf em 09/03/2013
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Pintura: Arredores de Itajubá
Falar de mim é complicado, pois desde os meus cinco anos de idade, já mostrava minhas tendências artísticas. Meus pais, ao perceberem este dom, sempre me incentivaram, proporcionando um ambiente adequado e apoiando com materiais. Com o passar dos anos, fui me aprimorando e cada vez mais pegando gosto pelo desenho e pela pintura, a ponto de vir mais tarde a fazer um curso de pintura e publicidade na escola Panamericana de Artes. Então, comecei a trabalhar profissionalmente no ramo, executando ilustrações de livros, desenhos para vitrais e consequentemente, me introduzi na arte sacra, pintando e restaurando igrejas.

Atualmente me dedico a pinturas em telas, procurando retratar a natureza e cenas cotidianas.

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Pintura: Carro de boi
Quando eu pinto uma paisagem, eu me sinto dentro dela, como se eu fosse parte daquele cenário, um espectador da cena. Um exemplo, é a pintura "Carro de Boi", em que me senti andando pela estrada após o almoço, observando um mercador seguindo sua trilha. Quase podia sentir o calor, a poeira, o cheiro da natureza.

Isso sem contar que tenho a liberdade de mudar a natureza. Às vezes, olhamos uma paisagem e achamos que ali poderia ter um lago, ou uma montanha, algo mais.

E ao pintá-la, podemos acrescentar para tornar a paisagem ainda mais linda, perfeita.

Acima de qualquer pintor, existe um grande Mestre, o Criador que cria sempre o cenário perfeito! Deus nos deu este dom de mudar, então sentimos a necessidade de sempre melhorar, sempre deixar tudo mais belo.

Espero oferecer através de meu trabalho emoções, sentimentos, uma visão diferente.

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Pintura: Um dia na fazenda
Tudo o que eu faço eu coloco amor. Posso pintar tanto uma capela quanto uma catedral, eu coloco o mesmo amor, o mesmo sentimento.

Claro, tenho trabalhos que sobressaíram a outros. Poderia ter sido um dia que eu estava melhor, um enquadramento propício, ou outra coisa qualquer. Mas sempre trabalhei com a mesma dedicação. A inspiração não é uma coisa que podemos controlar, ela flui de acordo com cada trabalho.

As vezes, muitos artistas usam de artifícios inadequados para dizerem que estão inspirados, por exemplo: Bebidas, drogas, etc. Pensam que isso esta mudando de alguma forma o seu instinto criativo. Errado! Muitas vezes um belo doce no meio da tarde, um café, uma água ou um suco nos dão muito mais sensações e prazeres do que este tipo de ilusão momentânea. Além de você continuar lúcido, você ainda tem o prazer de saborear as delícias da culinária!

Uma das minhas paixões é o chocolate! Principalmente quando é usado de formas variadas. Um belo rocambole de chocolate, por exemplo! Com suas cores contrastantes e seus enfeites coloridos, nos dão inspirações maravilhosas. E mestra nesta área, é minha amiga Rose, que com suas mãos de artista, produz trabalhos culinários irresistíveis! Artes unidas: Sabor e cor!

Tenho a honra de ser amigo desse casal, Rose e Roni, que como pessoas são maravilhosas e dedicaram algumas horas do tempo deles para mim! Além, é claro, de pararem com o suspense e me deixarem apreciar este rocambole!

Zezinho Araújo - Artista plástico

Para acessar a receita do Rocambole Boreal, clique aqui.

Saiba mais sobre o artista plástico Zezinho Araújo:
http://zezinhoaraujo.blogspot.com.br(external link)

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Publicado por RoxWolf em 19/01/2013
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Inteirinho e com água dentro!
Como descascar um coco seco sem sofrer acidentes, precisar subir no telhado de sua casa ou mesmo no décimo andar do seu prédio para arremessá-lo? Se você cansou de "sofrer" tentando abrir uma dessas "invenções" da natureza, aprenda aqui uma técnica mais simples para realizar esta tarefa!

Material necessário:

1 coco seco lol;
1 boca de fogão;
1 martelo;
Item opcional (caso você seja do sexo feminino): Marido, noivo, namorado ou um vizinho desocupado - eu usei o meu marido que estava disponível no momento.

Instruções:

  1. Coloque o coco inteiro diretamente na boca do fogão.
  2. Acenda a chama.
  3. Deixe queimar por 1 minuto.
  4. Desligue o fogo e vire o coco com muito cuidado para não se queimar na chapa. O coco não esquenta muito, mas mesmo assim, cuide-se para não se queimar com ele!
  5. Acenda a chama novamente e espere mais um minuto para queimar as fibras.
  6. Continue fazendo isso até as fibras do coco queimarem por completo.
  7. Quando você ouvir um estalo na casca do coco é sinal de que a "castanha" já se soltou. Desligue o fogo.
  8. Aguarde esfriar ou amornar para não se queimar e também para que a castanha se retraia.
  9. Segure o coco já frio e martele a casca de todos os lados para que ela trinque por completo.
  10. Vá retirando os pedaços da casca com cuidado até que a castanha esteja solta.
  11. Pronto! Agora você já sabe como descascar um coco sem sofrimento (seu, não o do coco!).

Observação: Como nada na vida é perfeito, a única desvantagem que vi neste método, é que a boca do fogão fica cheia de fuligem, mas perto de lavar o quintal todo sujo de água de coco, é moleza limpar o fogão!


Agora que você retirou a casca do seu coco com sucesso, você poderá utilizá-lo para fazer:

Coco ralado

Você pode utilizar o coco ralado "cru" ou seco, passando a "castanha" do coco no ralador grosso ou fino. Utilize em bolos, doces, sorvetes, biscoitos, cremes, recheios, etc.

Para secar: Forre uma forma com papel alumínio e espalhe o coco ralado. Asse em forno baixo até secar, mexendo de vez em quando. Não deixe escurecer muito para não alterar a cor dos pratos que você utilizá-lo. Armazene em recipiente bem fechado.
Obs.: Se você quiser um coco ralado bem branquinho, não rale a parte escura do coco. Retire a parte escura com uma faca ou passe pelo ralador somente a parte branca interna. A parte escura pode ser consumida separadamente.

Leite de coco

Bata a "castanha" do coco (somente a parte branca) com a própria água do coco e mais um pouco de água filtrada. Coe em um pano de algodão ou em coador de pano para café. Esprema bem para retirar todo o leite. Guarde na geladeira em recipiente tampado.

Farinha de coco

A "massa" que sobrou no pano da extração do leite de coco, você pode torrar e fazer uma farinha de coco ou até mesmo congelar num pote fechado para usar futuramente.
Para fazer a farinha, forre uma forma com papel alumínio e espalhe a "massa" do coco. Asse em forno baixo até secar, mexendo de vez em quando e desmanchando as "pelotas" que se formarem. Não deixe escurecer muito para não alterar a cor dos pratos que você utilizá-la. Armazene em recipiente bem fechado. Esta farinha pode ser adicionada em bolos, pudins, cremes, sucos, vitaminas, pães, etc.

O coco é um fruto rico em proteínas, carboidratos, vitaminas A, B1, B2, B5 e C, e também em sais minerais, principalmente o potássio.


informaçãoCréditos
Esta dica foi dada pelo Bill, um baiano que vende coco e frutas perto da casa de minha mãe em Guarulhos/SP.
Bill, valeu! Nunca pensei que isso fosse possível! Risos.



Texto: Rosângela Bittencourt Wolf
Foto: Roni Wolf

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Publicado por RoxWolf em 02/12/2012
Quando a Rô me perguntou qual meu bolo predileto não pestanejei em dizer o Bolo de Noiva.

Mas o que eu gosto mesmo é de Rocambole...

Branco, escuro, recheado de doce de leite, de chocolate, de goiabada, de geleia, com ou sem coco ralado ou açúcar de confeiteiro... De qualquer jeito, não importa.

Não sei porque mas rocambole me lembra anjinhos... Deve ser pela leveza da massa e o toque suave do recheio.

Cortar uma fatia de rocambole é uma espécie de cerimonia: O caracol delicadamente elaborado pela cor da massa e do recheio é o símbolo do infinito e da perfeição. Penso que, cozinhar é uma Arte e comer também: Deve ser preparado com amor e repartido num ato de generosidade sendo deliciado vagarosamente...

Foi com muita honra que aceitei o convite para escrever este texto e apresentar uma de minhas obras.

Escolhi a minha escultura “The Guardian Angel” realizada em argila queimada, tinta acrílica, pedaços de casca de coqueiro e verniz. Se trata da representação do meu Anjo da Guarda... Tive um sonho sete anos atrás: Um homem alto me carregava no braço como uma criança. Não vi seu rosto mas olhei para baixo e vi que ele andava em água pela altura dos joelhos. Cuidadosamente ele me deixou na margem seca e sumiu. Eu passava por momentos difíceis da minha vida e me sentia muito só... Entendi através desse sonho que eu não estava sozinha: “alguém” estava cuidando de mim, acompanhando-me e protegendo-me, e eu o identifiquei como sendo o meu Anjo Guardião.

Em minha escultura a pequena figurinha em sua mão representa a minha alma.
A base representa a “água” do meu sonho, meio turbulenta, como as adversidades da vida.
E as cascas secas de coqueiro, retiradas do meu jardim, representam a boa energia vinda da Natureza.

Espero que este rocambole seja apreciado por muitos e que minha obra traga conforto e esperança para quem a conhecer, assim como o sonho foi para mim...

Obrigada Rosângela e Roni por me darem a oportunidade de participar deste maravilhoso projeto que é o site “Rox Wolf” e experimentar as maravilhosas receitas criadas no seu atelier, ops, digo, na sua cozinha!

Um abraço apertado

Com carinho
Noemia Felipe





Para acessar a receita do Rocambole Noemia, clique aqui.


Saiba mais sobre a artista plástica Noemia Felipe:
http://www.noemiafelipe.com(external link)

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Publicado por RoxWolf em 13/10/2012
Olha só a coincidência... Dias atrás eu estava procurando a receita de um bolo diferente para fazer, pois eu e meu marido amamos bolos. Então optei por fazer um bolo que utilizasse abóbora graças a indicações e incentivos recebidos via Facebook.

Como aqui em casa sou só eu e meu marido, decidi consultá-lo antes, pois sempre tento fazer receitas que agradam os dois, principalmente no caso de bolos que são mais calóricos, eu não tinha a intenção de comê-lo sozinha (risos).
Foi aí que ele me contou que sua oma (avó em alemão) fazia um bolo delicioso de abóbora e coco quando ele era criança e ia visitá-la em sua casa no litoral de SP. Obviamente que ele não tinha a receita e muito menos eu (risos). Fiz algumas pesquisas na net mas nada de encontrar algum bolo alemão que levasse abóbora e coco. Então, acredito eu, que ela deva ter aprendido com alguma vizinha já aqui no Brasil, ou algo do tipo. E foi baseada nesta história que elaborei esta receita, que segundo meu marido, ficou fofo e macio, bem parecido com o bolo que a oma dele fazia.

Meu marido é neto de austríacos que vieram ilegalmente para o Brasil para se livrar da Segunda Guerra Mundial. Eles se instalaram em Itanhaém, litoral sul de SP, e ali viveram longos anos numa vida calma, plantando e vivendo do que a terra podia oferecer a eles. Mas ao mesmo tempo, viviam como refugiados tendo que se esconder do governo austríaco e também do governo brasileiro.

Mas os anos se passaram e tudo se ajeitou bem aqui no Brasil.

Um outro acontecimento muito bom que ocorreu este fim de semana que passou, foi visitar uma amiga querida que conheço a mais de 30 anos. Ela sabendo do meu gosto por objetos antigos, principalmente de cozinha, me deu um jogo de xícaras de café muito antigo que era de sua avó, que já ganhara a muitos anos atrás. Eu fiquei até sem jeito de aceitar, mas ela insistiu dizendo que era um presente e que eu não poderia recusar (risos). Sua avó conservou o jogo por mais de 30 anos e depois passou para sua filha, e acabou ficando com a neta que é esta minha amiga. Segundo ela, as xícaras tem mais de 50 anos de idade! UAU! E agora estão comigo e serão eternizadas através de fotos!

E para finalizar, gostaria de deixar aqui a minha homenagem a todas as "omas" que fizeram e ainda fazem que nossa vida seja boa para ser lembrada sempre! Dos momentos felizes, das comidinhas da avó, dos abraços e beijos e da emoção pela espera de passar as férias escolares na casa dos nossos avós! Momentos felizes que colaboram para uma idade adulta menos problemática e ainda ajuda a formar um ser humano mais equilibrado e consciente do que é certo ou errado.

Dizem que mimo de avó estraga os netos... Mas que é bom, isto é!

Beijos da Rô


Receita do Bolo da Oma

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